1960: a década que não terminou

O que essa década tem de tão especial? Formas geométricas, hippies, mini-saia, cílios postiços, delineador, acessórios que lembram pequenas esculturas, rebeldia, Courrèges? Os 60´s invadem a moda do anos 2010. Ó:


Vogue Paris Agosto 2010
modelo: Freja Beha / foto: David Sims




L`Officiel Francesa Agosto 2010
Alexa Chung na capa



Campanha Chanel
modelo: Mirte Mass / foto: Karl Lagerfeld



The Block Magazine
modelo: Chanel Iman / Foto: Doug Inglish



Vogue América Agosto de 2010
modelo: Karlie Kloss / foto: Raymond Meier



L’Officiel Singapura Agosto 2010
modelo: Maddie Welch / foto: Wee Khim



Lula Mag edição 4
a cantora e atriz Zooey Deschanel / foto: Ellen von Unwerth



Vogue Turquia julho 2010
modelos: Ashley Smith and Masha Novoselova / fotos: Ahmet Polat




Para saber mais sobre os sedutores 60's recomendo um simpático livrinho: “1960s: The Hulton Getty Picture Collection”, da editora Könemann.

Ah! tem meu recente post sobre o doc "Uma noite em 1967"

Cristina Who?

Esse mês na Vogue Brasil tem um perfil da jornalista Cristina Franco, assinado pela Adriana Bechara que vale muito a pena ler. Ela foi um ícone do jornalismo de moda dos anos 80 e tinha uma coluna no Jornal Hoje da Rede Globo chamada "Ponto de Vista". Um espaço e tanto para o mundinho fashion.

Para localizar o leitor no tempo ela é da "turma" da Costanza Pascolato e da Regina Guerreiro. Tive a oportunidade de entrevistá-la em 2008. Peguei uma sonora dela para o especial que o GNT Fashion fez sobre o Yves Saint Laurent. Ela contou como foi sua entrevista com o lendário estilista. Privilégio luxuoso, uma vez que Saint Laurent pouco falava com a imprensa. Na ocasião ela comentou que ele foi extremamente educado com ela e sua equipe, e lhe contou que quando era pequeno imaginava seu nome escrito com letras de fogo na Champs-Élysees.

Essa entrevista não tem no you tube, mas eu achei essa edição da coluna "Ponto de Vista" em que ela comenta o estilo da Madonna, que estava lançando o filme "Procura-se Susan Desesperadamente". Prestem atenção na frase que fecha a matéria. Acho que ela acertou.



Cristina Franco saiu da Globo em 1996 e hoje vive em Salvador. Achei duas entrevistas dela para veículos locais, assim vocês conhecem um pouco mais dessa icônica jornalista.

Esta foi publicada há dois dias, que inclusive reverbera a entrevista da Vogue.

E esta, em vídeo, em que ela conta toda sua trajetória:

vestígios da noite

Voltei de “Uma noite em 67” pensando que essa recente leva de documentários sobre música pode nos ajudar a ver um pouco sobre a história da moda do Brasil.



O filme tem direção de Ricardo Calil e Renato Terra . O documentário relembra o III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record em 1967 e foi montado a partir de entrevistas e das apresentações da época, mesclados com depoimentos atuais de pessoas envolvidas no evento. Tem Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nelson Motta e até o rei Roberto Carlos. Estes festivais eram competições entre jovens músicos e compositores promovidas pela emissora.

O vencedor da edição tema do filme foi a canção “Ponteio” de Edu Lobo , interpretado pelo próprio e pela cantora Marília Medalha. O segundo lugar ficou com “Domingo no Parque”, nas vozes de Gilberto Gil e do Mutantes, o bronze ficou com Chico Buarque e o MP4 cantando “Roda Viva“. O quarto lugar ficou com Caetano Veloso e sua “Alegria, Alegria” e o “Maria, Carnaval, Cinza e Luz” com Roberto Carlos. Esses festival acontece quando Caetano e Gil estão formando o movimento da Tropicália, a ditadura militar é uma realidade recente, e a jovem guarda estava em voga. O resto vocês assistem no cinema porque vale super a pena.

Mas aí você deve estar se perguntando porque isso tem a ver com moda. Quem for assistir direcione o olhar também para as roupas e os penteados da platéia. No quesito cabelo tem as mocinhas que cortavam curtinho. Muitos penteados estruturados com laquê. Tem as que gostam de usar uma faixa grossa no cabelo. Nas orelhas brincos compridos e nada discretos. Um modelo com um esfera na ponta funciona como um pequeno pêndulo nas orelhas. Os vestidos flertam com a geometria ditada por Courrèges, Paco Rabanne e Pierre Cardin na Europa. Repare no figurino da repórter que entrevista os artistas. Contudo, também havia os mais despojados que trajavam camisetas. Algumas meninas já arriscavam um cabelo solto. Bem natural.

No palco Chico Buarque e Edu Lobo tocam de smoking com a indefectível gravata borboleta. Roberto Carlos usa uma camisa cheia de texturas, a gravatinha e dispensa o paletó. Aí que vem a diferenciação entre os futuros tropicalistas (dá pra ver esse trecho no trailer). Caetano e Gil dispensam a formalidade. O primeiro optou por uma malha de gola rulê com um blazer de tamanho visivelmente maior que o seu. O segundo usa um blazer meio militar. Os Mutantes já portavam um figurino quase fantasia. A Rita Lee linda de franjinha, usa botas e um vestido preto e tem um coraçãozinho desenhado no rosto. Avantgarde.



Outro momento engraçado é quando a repórter (Cidinha Campos) pergunta para a Marília Medalha se os cílios postiços tinham resistido ao choro de emoção depois da calorosa apresentação de “Ponteio“. Os cílios postiços eram uma marca da época. E a Moema me lembrou que a repórter também solta da frase: ‎"a moda agora é dar nome de vegetais para as cores (das roupas)"

Nara Leão que também tinha um estilo bem marcante, que até já inspirou Ronaldo Fraga, não é personagem principal, mas aparece no final toda bonitinha de faixa no cabelo.

Os anos 60 são uma tendência para essa temporada verão 2011 e ver o filme só ajuda a reafirmar o poder cíclico da moda.


***
aí minha listinha com dicas de documentários sobre música e com alguma informação de moda:

"Dzi Croquettes" (Fashionista tem que assistir ! Está em cartaz!!)


"Titãs, a vida até parece uma festa"


"Simonal, Ninguém Sabe o Duro que Dei"


"Cartola, Música para os Olhos"


"Alô, Alô, Terezinha" Esse vale pelo figurino das Chacretes


"Nelson Freire" Esse é mais pela música mesmo. Belíssima.

fashionista tem onze letras

A palavra é "fashionista".
Essa imagem aí é de uma almofada da linha "fashionista" da Tok&Stok. Tem toalha, cortinha e edredon, tudo para a pequena amante do mundo da moda. E a Barbie? Claro que ela não ia ficar de fora dessa e também virou fashionista. No site da boneca tem até um teste para saber "Qual Fashionista é Você?" O meu resultado foi "glam".


"Wild"

"Cutie"

"glam"

E essa é prima pobre da Barbie: a Lullee Moda Fashion


ô dó!

Não duvido que logo mais as opções para decoração de festa infantil sejam: Hello Kitty, Moranguinho e Karl Lagerfeld.

baby you can drive my car

Yes I´m gonna be a star. Lembrei logo dessa música dos Beatles quando vi esse vídeo. Quem me deu a dica foi a querida Nadja. O vídeo é de novembro de 2009 e mostra dois assuntos muito interessantes. A primeira são imagens de Berlim. Essa cidade linda entrou definitivamente no roteiro dos modernos. Já ouvi dizer que é "a nova Barcelona". A segunda informação interessante é a ação de marketing da Chevrolet que escolheu a cidade descolada para lançar seu carro fashionista Chevrolet Spark e convidou estilistas para customizá-lo. Mais um exemplo de como a moda anda ajudando a "agregar valor" aos produtos.


o que é moda pra você? com Tereza Santos

Tive oportunida de visitar o ateliê de Tereza Santos em Belo Horizonte e aproveitei toda simpatia da estilista para incluí-la nesse meu estudo.



O que é moda? Com Tereza Santos from moda pra ler / Laura Artigas on Vimeo.
Agradecimento ao Mauro Nishida que editou o vídeo!

Tereza Santos fundou a Patachou, marca que fez história na moda mineira, participando do Grupo Mineiro de Moda nos anos 1980, ao lado de Renato Loureiro e outros estilistas. A grife se tornou referência na área de tricô.

Em 2007 fundou a marca que leva o seu nome, depois de ter deixado a Patachou no ano anterior. Chegou a desfilar no São Paulo Fashion Week com a marca que leva seu nome por três temporadas (verão 2008, inverno 2008, verão 2009). Hoje está a frente do TS Studio e quer fazer coleções exclusivas, e aproveita para usar seu expertise no mercado de moda para dar consultorias para outras marcas.

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curiosidade: quando fui editar o vídeo fiquei atrás de músicas de artistas mineiros. Fui atrás do maestro Wagner Tiso e me deparei com a banda Som Imaginário, representante mineira da psicodelia que sonorizava o final dos anos 60 e o começo dos 70. Ao fundo você ouve as músicas "Morse" e "A Matança do Porco". Para saber mais sobre a banda clica "aqui".


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Esse é o segundo vídeo da série "O que é moda pra você?". Para quem não lembra, o primeiro fiz na Casa das Rendeiras no Piauí.
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